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O bom estudante, logo que começa a trabalhar tem de pensar no futuro e investir aquilo que lhe sobra. Só o bom estudante sabe fazer isso. Só ele percebe o valor do dinheiro. Os melhores investidores e aqueles que têm mais sucesso são os que sabem de matemática. O Pedro Louçano, estudava na Escola Secundária Aurélia de Sousa no Porto, tinha sempre 19 e 20 a matemática. Agora é aluno da Faculdade de Medicina do Porto. Ele dá uma explicação para a falta de interesse sobre esta disciplina. O Pedro diz que o insucesso escolar na disciplina de matemática se deve ao facto de os alunos considerarem a disciplina maçadora, mas que isso se deve à circunstância dos professores insistirem em matérias que os alunos percebem rapidamente e gastarem pouco tempo com assuntos mais difíceis. Para contrariar esta ocorrência ele diz que os professores deveriam fazer um estudo sobre os assuntos que merecem mais atenção e os assuntos que merecem menos atenção. Outra medida que deveria ser tomada seria o aumento do número de aulas de matemática. Pensa que duas aulas semanais não são suficientes. E acrescenta: para tornar as aulas mais atractivas, os professores deveriam dar mais aulas práticas, dando aos alunos exercícios para resolver, mandando-os ao quadro corrigir os exercícios. E termina: seria essencial haver trabalhos de casa para os alunos saberem onde têm mais dúvidas. Isto até ao 9º ano. No secundário já é diferente. Ele diz que o problema no secundário é mesmo a falta de estudo dos alunos. Os alunos, no secundário, precisam de acompanhar a matéria que vai sendo dada regularmente. Os alunos não podem ficar com dúvidas de umas aulas para as outras. Os bons alunos em matemática têm sempre a matéria em dia. Eles fazem muitos exercícios sozinhos em casa. O Pedro acha que a matemática é uma disciplina que lhe abre todas as portas. A sua capacidade de raciocínio aumentou tanto que ele é bom aluno em todas as disciplinas, mas isso, diz ele, deve-o à matemática.
Ninguém quer que tu não brinques ou te divirtas. Os teus professores estão preparados para te ensinar a salvaguardar o futuro ao abrir-te as portas do conhecimento.
Olha a tua casa, a vida dos teus pais e a dos teus irmãos. É assim, assim. Mas alguns dos teus colegas têm boas casas e os pais deles têm bons automóveis. Sabes porquê? Porque os pais dos teus amigos tiraram cursos e por isso ganham muito mais do que aqueles que só trabalham com os braços e se limitam a receber ordens. Esses não têm voto na matéria. A sua vida está condicionada pela vida dos outros. São chamados trabalhadores indiferenciados, ou seja, aqueles que não possuem qualquer especialização. Na sua juventude gostavam mais de brincar, preferiam arranjar desculpas para tudo, julgando-se muito engraçadinhos e pensando que assim ganhavam o respeito e admiração dos colegas devido às suas habilidades por enganarem os pais e tentarem fazer o mesmo com os professores. Afinal os enganados são eles. Acabam por não viver felizes. Quando se tornam adultos e têm filhos também não sabem ajudar os próprios filhos. É por isso que os professores são fundamentais. Muitas vezes eles têm de fazer o papel dos pais quando advertem e chamam a atenção para os erros que os jovens cometem. Os jovens nunca devem ficar aborrecidos. Todos os professores querem que os seus alunos sejam os mais inteligentes e os melhores do mundo.
Os professores são uma escada. Os alunos têm de a subir e, quando chegarem a adultos, sublimarem o que aprenderam. Serem melhores que os seus próprios professores. Desse modo o mundo avança.

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